07
Mai 09
Houve tempos em que via, no mínimo, vinte filmes por mês. Bons tempos esses, em que não tinha muito que fazer (ou tinha e não fazia pois era um irresponsável… :p). No último ano tenho reduzido muito a média mensal, anda agora na volta dos doze. Em principio isso poderia ser mau, são dez filmes a menos por mês, mas a falta de tempo acabou por tornar-se numa forma de seleccionar o que vejo. Antes via o que houvesse, agora tenho ver o que de melhor há. Isso é notório se olharmos para a lista dos filmes que assisti em Abril. É um conjunto bastante heterogéneo de géneros, realizadores e anos e país de origem.
 
Memories of Murder (2003) - Este é um filme Sul-Coreano, realizado por Joon-ho Bong (The Host). É aconselhado para quem gosta de filmes como Zodiac ou outros sobre investigações sobre assassinos em série. O filme sofre um pouco por ter um ritmo demasiado lento mas vê-se bastante bem.
 
Fury (1936) - Um filme menos conhecido de Fritz Lang. Fiz a crítica aqui.
 
Rashômon (1950) - Esta é uma obra que dispensa grandes apresentações. É o filme que catapultou Akira Kurosawa e o cinema japonês para a ribalta do mundo ocidental. É uma obra bastante inovadora, tanto a nível narrativo (contada em vários flashbacks e com diferentes versões da mesma história, que dependem de quem a conta), como a nível técnico, com a cenas em que a luz é utilizada de forma bastante original e simbólica. É sem dúvida um filme obrigatório para quem gosta de cinema asiático ou quem quer ver obras marcantes da história do cinema.
 
Nuit et brouillard (1955) - Este documentário sobre o holocausto é das obras mais intensas que tive a oportunidade de ver sobre esse evento negro da história da humanidade. Escrevi a crítica desta obra-prima aqui.
 
Barton Fink (1991) - De há um ano para cá tenho andado a tentar ver o maior número possível de filmes dos irmãos Coen. Barton Fink é dos mais populares e indispensáveis filmes dos manos maravilha. O filme é feito muito ao seu estilo e apesar das ter montes de cenas marcantes, desempenhos de encher o olho e uma história singular (cheia de simbolismo), por qualquer razão não me deixou deslumbrado. Gostei, mas não adorei.
 
We Own The Night (2007) - Este é um filme que pega num tema bastante batido e o torna apelativo e refrescante. James Gray faz um excelente trabalho na realização, dirigindo bem um bom grupo actores, num drama que é muito mais que um simples policial.
 
The Getaway (1972) - Sam Peckinpah e Steve McQueen foram os motivos que me levaram a ver o filme. Principalmente o realizador pois adoro os dois filmes que vi dele: The Wild Bunch e Straw Dogs. Este ficou um pouco aquém das expectativas.
 
McCabe & Mrs. Miller (1971) - Vi este filme por acaso. Ia a passear pela Avenida da Liberdade e decidi ir à cinemateca ver se estava lá alguma coisa interessante. E estava lá este por isso vi. É um filme de Robert Altman e é o que se pode chamar um anti-western. Altman pegou em todas as coisas que caracterizam um western e fez exactamente o contrário. Desde uma personagem principal que não é nem herói, nem anti-herói ao duelo final que não passa de uma luta pela sobrevivência cobarde e sem glória. O filme vale por isso mesmo, aqui as personagens são reais, humanas, cheias de defeitos como a falta de higiene, analfabetismo e cobardia. Foi apenas  o segundo (!!) filme de Altman que vi e fiquei fã.
Sexy Beast (2000) - E cá está a surpresa do mês. Não estava à espera de gostar tanto deste "pequeno" e independente filme sobre um gangster reformado que é perseguido pelo seu passado. Ray Winstone brilha no papel desse gangster e Ben Kingsley deslumbra no seu desempenho do chefe da mafia altamente irritável e maníaco.
 
Knowing (2009) - Os filmes catástrofe são comuns ao longo da história do cinema. Infelizmente, este é apenas mais um. Alex Proyas é um excelente realizador e isso é notório ao longo de várias cenas do filme. O filme tem uma boa premissa, bons actores, como já disse, cenas interessantes mas depois falha em fazer algo de novo. E se o filme até estava a ser razoávelmente bom os últimos minutos do filme estragaram tudo.
 
Il Grande silenzio (1968) - Se Sergio Leone era o Rei do western spaghetti, Sergio Corbucci era o seu regedor. Existem alguns fás do género que até preferem Corbucci a Leone, não é o meu caso, mas verdade seja dita, o seus filmes são excelentes. Têm uma caracteristica que os diferenciam muito do seu patriata, são mais negros e pessimistas. Sem querer estraga-lo, o fim deste filme é negro, negro, negro.
 
A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies (1995) - Martin Scorsese deve ser das pessoas que percebem mais de cinema hoje em dia. E mais importante ainda do que perceber, é dos que mais amam a sétima arte. Isto é notório durante todo o documentário. A paixão com que Scorsese fala dos filmes que considera importantes na história do cinema é enorme e inigualável. A única desvantegem deste documentário é ter apenas 225 minutos. Scorsese pára a sua análise em meados dos anos 70, altura em que ele e alguns amigos seus começam a fazer longas-metragens. A explicação do mestre é que por motivos éticos não se sente à vontade de estar a analizar obras feitas por amigos e conhecidos seus.
 
The Fall (2006) - Fiquei decepcionado! Tinha lido e ouvido maravilhas sobre este filme. Foi feito durante anos, tem cenas belas como nunca se viu mas a história é super desinteressante. Parece que é uma colagem de partes, até me dá a entender que o realizador (Tarsem Singh) filmou as cenas e só depois começou a fazer uma história com elas. Vale mesmo só pela cenários de cortar o folego e pelo desempenho da pequena Catinca Untaru.
 
The Last of the Mohicans (1992) - Nos últimos anos, com tanto filme que quero ver, não tenho feito muitas revisões. Mas este filme de Michael Mann precisava mesmo de uma revisão. Vi o filme com pouco mais de 12 anos e não me recordava quase nada. Foi uma boa opção te-lo revisto pois gostei bastante.
 
Get Carter (1971) - Excelente desempenho de Michael Caine naquele que foi um dos primeiros filmes deste tipo. Caine interpreta aqui uma personagem cheia de estilo, que vem da grande cidade (Londres) para a sua terra natal com o intuito de vingar a morte do seu irmão. Este filme está cheio de pormenores deliciosos e cenas de nudez e violência pouco habituais para a época. Em suma, é um excelente filme de vingança que perde por hoje em dia estarmos muito familiarizados com obras como esta.
 
publicado por Luís Costa às 15:07

2 comentários:
Recentemente vi 11 filmes em cinco dias. LOL
Tiago Ramos a 7 de Maio de 2009 às 20:28

Eu não gosto muito de ver muitos filmes por dia, dois no máximo. O ideal seria ver um todos os dias, mas infelizmente nem sempre é possível.

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