01
Jul 09
Ed Wood (1994)

  

Depois de ver Ed Wood, faltam-me apenas duas longas de Burton. A primeira (Pee-wee's Big Adventure) e a última (Sweeney Todd). Desde que vi Edward Scissorhands no inicio dos anos 90 que Burton se tornou num dos meus realizadores preferidos. É verdade que há um ou outro filme dele que gosto menos, mas esse não é o caso do filme em questão. Esta é uma obra excelente em que o cineasta faz um biopic sobre aquele que foi considerado o pior realizador de sempre. É curioso como um filme sobre alguém real consegue ter uma atmosfera tão “Burtiana”. Para além da história interessante e do ambiente fantástico, outra mais-valia do filme é o elenco composto de grandes actores, dos quais se destacam Johnny Depp e Martin Landau, no papel que lhe valeu o Oscar.
 
Wild At Heart (1990)

  

Wild at Heart é o filme mais acessível (ou normal) que vi de David Lynch. Mas os filmes de Lynch (tais como os de Burton) têm algo que os distinguem de quaisquer outros feitos por outro realizador. Este pode não ser tão demarcadamente Lynchiano como outros, mas as marcas típicas do realizador estão lá. É um road-movie romântico, com Nicolas Cage (desempenho memorável) e Laura Dern no papel de dois jovens rebeldes e apaixonados. Mas road-movies românticos há muitos e o que torna este extraordinário são os acontecimentos bizarros, quase oníricos, que os protagonistas vão enfrentando ao longo do filme. Cheio de referências à cultura popular americana, Wild at Heart é um excelente filme para quem quer ver um romance que fuja aos padrões que estamos habituados (piegas, demasiado dramáticos, etc).
 
Judgement At Nuremberg (1961)

 

Uma duração de três horas é razão suficiente para afastar algumas pessoas deste filme. Isso e o facto de ser a preto e branco, antigo e grande parte da acção decorrer numa sala de tribunal.  A minha obrigação, enquanto alguém que adora cinema e gosta de partilhar com os outros a sua opinião sobre o mesmo, deveria ser a de fazer com que pelo menos quem leia isto veja o filme. Primeiro, não sei se alguém vai ler isto, segundo, quem se interessa por história (principalmente da segunda guerra mundial, como é obvio), por ética, justiça e pela humanidade DEVE ver o filme, quem não se interessa ainda tem mais razões para o ver, apesar de duvidar que o faça. De forma a apelar ainda a quem somente gosta de cinema: este filme é um clássico, muito bem realizado por Stanley Kramer, e com um elenco rico como poucos filmes que conheço.
 
Bowling For Columbine (2002)

 

Os filmes de Michael Moore provocam-me alguma ambivalência. Por um lado, acho que alertam para alguns problemas graves da nossa sociedade, de uma forma divertida e bem estruturada, por outro, acho que distorcem de tal forma os factos que me sinto enganado ao vê-los. Não acho que os fins justifiquem os meios, mas parece que este é o lema de Moore. O que lhe interessa é alertar e levar o seu ponto de vista avante, mesmo que para para isso tenha que descontextualizar factos e discursos, e pressionar as pessoas a dizerem o que ele quer ouvir. De qualquer forma não desgosto dos seus filmes, apenas acho que têm que ser vistos de forma ajuizada, sem acreditar em tudo o que diz.
Com esta lengalenga toda acabei por nem falar do filme que é sobre o massacre na escola de Columbine. Fala-nos muito da relação de dependência que os EUA têm com as armas, e faz montes de conjurações sobre como o governo, empresas de armamento e televisão manipulam as pessoas.
 
Forty Guns (1957)

  

Com não podia deixar de ser, vi mais um western este mês. Desta feita a escolha recaiu sobre um dos westerns de Samuel Fuller: Forty Guns. Fuller foi um realizador multifacetado no que diz respeito a géneros e acabou por realizar quatro westerns. Mas o género pouco interessava nos seus filmes, sempre com baixos orçamentos Fuller centrava a sua obra nas histórias controversas e no ritmo intenso com que eram contadas..
Forty Guns conta-nos a história do amor entre uma mulher forte e poderosa, mas em declínio, que tinha quarenta pistoleiros ao ser serviço e controlava um largo território, e um caçador de prémios. 
 
Coraline (2009)

  

Coraline é um filme de animação ao estilo de The Nightmare Before Christmas e Corpse Bride, sendo que, tal como o primeiro, também foi realizado por Henry Selick. É baseado no livro homónimo de Neil Gaiman, e dá-nos a conhecer um mundo repleto de fantasia e terror. Coraline é uma rapariga que se muda para uma mansão com os pais que, dado o volume de trabalho que têm, a negligenciam um pouco. Como qualquer jovem curiosa, Coraline começa a aventurar-se pela floresta e pela mansão, acabando por descobrir uma porta que a leva a um mundo paralelo onde tudo parece ser melhor que a realidade. Com o passar do tempo a jovem rapariga descobre que naquele mundo nem tudo o que parece é e que é cada vez mais difícil voltar à realidade.
É um filme que bebe muito dos filmes que mencionei e da famosa história "Alice No País das Maravilhas", mas mesmo assim é uma obra muito bem executada que vale bem a pena ver.
 
Terminator Salvation (2009)

  

Filme completamente inócuo e desnecessário. Com isto não quero dizer que não seja tolerável vê-lo. O filme não é horrível. É mas é uma pena este desperdício de recursos e talentos para fazer um filme que não acrescenta absolutamente nada ao universo Terminator. Quem viu os outros filmes (principalmente os que valem a pena...) encontrará aqui muito, muito pouco que não soubesse já. Depois há uma coisa que não compreendo. Como é possível que a personagem Marcus Wright (Sam Worthington) tenha mais interesse e desenvolvimento que o John Connor. Não que o desempenho de Christian Bale tenha sido mau, mas a forma como a personagem foi construída é… inexplicável.

 

publicado por Luís Costa às 19:40

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