20
Ago 09
A Tale of Two Sisters (2005)

 

Desde que este filme saiu em 2003 que ando para vê-lo. Cinco anos depois pergunto-me: porque raio demorei tanto tempo? A Tale of Two Sisters é do melhor que se pode esperar de filmes de terror asiáticos. Um ambiente tenso e minimalista, uma história cheia de segredos e reviravoltas, e um crescendo de intensidade que nos deixa sempre ansiosos por saber o que se vai passar a seguir. Tudo isto feito de forma inteligentíssima por Ji-woon Kim, que realiza assim um filme que fica na história do terror pela sua complexidade. Claro que podem também contar com os habituais fantasmas branquinhos e de cabelos negros como a noite. Em suma, terror psicológico no seu melhor.
 
The Iron-fisted Monk (1977)

  

Adoro filmes  de kung-fu antigos. São simples e honestos na forma como nos dão exactamente aquilo a que se propõem: divertir-nos com artes marciais. Não têm qualquer tipo de propósito artístico para além da encenação das lutas. As histórias são geralmente recheadas de clichés e servem apenas para fazer avançar o herói em direcção à batalha final. Mas a verdade é que existem alguns que são verdadeiramente artísticos pela forma como os combates se desenrolam. Não é o caso deste filme que, apesar de ser tolerável, tem cenas verdadeiramente infelizes e uma história uns pontos abaixo do normal. De qualquer forma, é engraçado ver o gordinho Sammo Hung Kam-Bo (o velhote mau do segundo Karate Kid) tão jovem.
 
Green Lantern: First Flight (2009)

 

Nos últimos anos tem sido hábito fazer este tipo de filmes de animação antes da estreia de um filme em live-action de um qualquer herói. Ultimamente têm-se falado muito de Green Lantern (vai ser interpretado no cinema por Ryan Reynolds) e da sua estreia em 2011. First Flight não é nada mais, nada menos que um aproveitamento desse buzz. A animação não é nada que não se veja num canal de desenhos animados e a história tem piada por apresentar o super-herói. Nada mais a dizer.
 
Microcosmos: Le peuple de l'herbe (1996)

 

Hoje em dia a alta definição já está mais ou menos difundida. Existem inúmeros documentários (sendo Earth o melhor) que tiram máximo partido desta tecnologia e cada vez vão existir mais. Mas é impressionante que este Microcosmos seja o filme que é, no final de contas foi feito há TREZE anos. Em termos técnicos é uma obra surpreendente. Foram precisos anos de trabalho a desenvolver câmaras para fazer isto e isso nota-se nas magníficas imagens espalhadas por todo o filme. Mas é como filme que Microcosmos falha. Como documentário de domingo de manhã daria cinco estrelas, sem hesitar. Como cinema é muito contemplativo e sem grande informação. É forma sobre conteúdo. 

 

publicado por Luís Costa às 01:48

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