18
Dez 09
Ginger Snaps (2000)

 

Depois de um sequeiro cinematográfico de dois meses, nada melhor para começar um mês em grande que um filme de lobisomens. Se é verdade que os valores de produção estão um pouco aquém do que estamos habituados a receber dos EUA, também não é menos verdade que o facto de este ser um filme sombrio e mais perturbante do que o normal o ajudou a tornar-se no objecto de culto que é hoje. É uma junção de “teen movie” com filme de lobisomens, o que resulta bastante bem pela analogia feita entre licantropismo e a puberdade. A dificuldade em lidarmos com o que somos nessa fase e principalmente no que nos estamos a transformar é bem retratado no filme pela situação que as duas irmãs vivem.
 
Ne le dis à personne (2006)

  

Este é um daqueles filmes para as pessoas que não gostam de cinema francês verem. Eu posso afirmar, agora que o ano está a acabar, que este é dos melhores filmes que vi em 2009. Conta a história de Alex Beck (François Cluzet) que, numa noite romântica passada num lago, experiencia um terrível acontecimento que leva à morte da sua esposa. Depois desta cena, a acção avança oito anos. Beck vive a sua vida normalmente, sempre com a esposa em mente, até receber informação que o leva a duvidar de tudo o que aconteceu naquela noite fatídica. O enredo é complexo e bastante envolvente, principalmente devido às muitas reviravoltas que se vão sucedendo. Para além disso, o desempenho de Cluzet é admirável. O actor faz-nos sentir quase na nossa pele o que vai sofrendo durante todo o filme. Uma obra a não perder. E, visto que vai sair um remake americano, vejam-no antes que se sintam tentados por algo que certamente terá menos qualidade.
 
Frontière(s) (2007)

 

Se aconselhei o filme anterior com o intuito de melhorar a vossa opinião sobre o cinema francês, não faço o mesmo com este. Está bem que os géneros são completamente diferentes e que este é um filme que tem um público-alvo muito mais pequeno e diferente, mas a sua qualidade deixa bastante a desejar. Eu gosto de alguns dos filmes deste género (torture porn?) e principalmente deste país. Haute Tension ou Martyrs (ambos franceses) são filmes que me marcaram e entraram para os meus favoritos de terror. Este certamente não me ficará na memória.
 
Dog Soldiers (2002)

 

Gosto do trabalho de Neil Marshall. The Descent é um dos melhores filmes de terror desta década. Doomsday é um série B feito com algum dinheiro, o que resulta numa homenagem, bastante divertida, aos filmes desse género. E este Dog Soldiers, o primeiro filme do realizador, é delicioso. É um filme de lobisomens (outro! – fetiche alert!) cheio de acção e muito diálogo e tensão entre as personagens, o que enriquece o filme e compensa o facto da parte técnica, por vezes, não estar à altura do desejado.
 
The Brothers Bloom (2009)

 

The Brothers Bloom pode não ser o melhor filme de sempre (nem se aproxima) mas com a sua sinceridade, boa disposição, e bons desempenhos torna-se uma experiência bastante agradável. O estilo à lá Wes Anderson ajuda (pelo menos para quem gosta). As personagens são bastante peculiares, assim como o conjunto de situações pelas quais vão passando. Depois do notável trabalho feito em Brick, esperava um pouco mais de Rian Johnson. Mas continuo, mesmo assim, confiante neste jovem realizador.
 
(500) Days of Summer (2009)

  

Rapaz conhece Rapariga. Rapaz Apaixona-se. Rapariga Não. Esta é uma das tags do filme. O narrador também começa logo por avisar que “isto não é uma história de amor”. Com isso sabemos à partida que as coisas entre Tom e Summer não vão acabar bem. Esse facto cativa-nos, pois conseguimos identificar-nos com Tom (e, porque não, com Summer também). Nem todas as histórias de amor correm bem, isso é uma realidade incontornável que a maioria das comédias românticas despreza. Por mais encrencas que aconteçam, mais diferentes que as pessoas sejam, tudo termina bem. São estes happy endings manhosos que nos enjoam neste tipo de filme. Ainda bem que existem pessoas com criatividade para fazer as coisas de forma diferente. Só por aí este já seria um bom filme. Mas ainda ganhamos o extra de vermos dois excelentes actores, um filme bem-disposto e uma banda sonora espectacular. Como prémio só pode mesmo ser considerado um dos melhores do ano.
 
9 (2009)

 

 Este filme é feito por um conjunto de notáveis. Produzido por Tim Burton (dispensa apresentações) e por Timur Bekmambetov (Night Watch e Wanted). Realizado por Shane Acker, animador de The Lord of the Rings: The Return of the King. Elenco espectacular, com nomes como Martin Landau, Christopher Plummer, Elijah Wood, John C. Reilly e Jennifer Connelly. A ideia da história é também bastante interessante. Com tanto talento e potencial envolvido não posso deixar de ficar um pouco decepcionado. O filme é divertido e a animação está excelente mas sinto que a história podia ser muito mais trabalhada. É que durante todo o filme nunca me senti realmente atraído por ela.

 

publicado por Luís Costa às 21:39

comentário:
Caro High Fidelity,

Os Óscares de Marketing Cinematográfico, iniciativa que pretende nomear o melhor que se fez em publicidade de Cinema no ano de 2009, estão de regresso ao Keyzer Soze’s Place.

Assim, convido o autor deste blog a expressar a sua opinião em http://sozekeyser.blogspot.com/2010/01/oscares-de-marketing-cinematografico-2.html.

Desde já, apresento o meu profundo agradecimento na sua disponibilidade para participar nesta iniciativa.

Cumprimentos cinéfilos!
Sam a 2 de Janeiro de 2010 às 16:11

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