18
Abr 10

"It was her vanity that destroyed her."

Este foi o primeiro filme que tive a oportunidade de ver do realizador alemão Max Ophüls. Ia a passar pela cinemateca e lembrei-me de ver que filme seria exibido nessa noite. E ainda bem que o fiz, pois fiquei bastante satisfeito com o resultado. “Madame de…” é um filme que, para além de ser excelente do ponto de vista técnico (com movimentos de câmara executados de forma perfeita, e um estilo e tom magníficos), nos conta uma história mordaz sobre um triangulo amoroso na alta sociedade do século XIX.
Esse triângulo centra-se na personagem que dá o nome ao filme, a Madame de…. Madame de… é uma mulher linda, sofisticada e inteligente, mas padece de uma frivolidade imensa. A cena inicial dá-nos logo essa ideia pois expressa o amor que ela tem por coisas materiais como peles e jóias. E é uma jóia que altera completamente a sua vida. Apesar da riqueza do marido (um conde e general), Madame de… vê-se obrigada a vender os brincos que o seu marido lhe ofereceu no dia seguinte ao casamento. O marido acaba por descobrir, compra-os e oferece-os a uma amante. Essa amante parte para Constantinopla e perde as jóias no jogo. Mais tarde, o Conde Fabrizio Donati compra as jóias. Donati vai ser, nada mais, nada menos que a terceira parte do triângulo amoroso. E como é fácil adivinhar, as jóias voltam à sua dona original.
O que acontece a Madame de… é que, por ironia do destino, estas jóias vão representar todo o amor (proibido) que ela sente por Donati.

publicado por Luís Costa às 15:41

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