20
Set 10

Imaginem uma mistura de The Matrix com Blade Runner. Misturem algum terror e muita violência et voilà: Singularity 7.

Tal como em Crossed, cheguei a esta banda desenhada através de outra que tinha lido do seu autor, Ben Templesmith. Li Welcome to Hoxford há algum tempo e gostei da forma refrescante como Templesmith pegou num tema mais que batido (lobisomens) e fez algo bastante original. O artista australiano tem uma longa experiência na ilustração, com trabalhos famosos como Fell (já na lista de leituras), 30 Days of Night e Hellspawn, mas foi nesta obra que se estreou como escritor.

Em Singularity 7 o tema é, entre outros, a nanotecnologia e a forma como a tecnologia poderá um dia colocar em risco toda a humanidade.

Tudo começa com um meteorito que cai no nosso planeta e trás com ele seres alienígenas, mais precisamente nanorobots. Estes nanorobots entram em contacto com um ser humano e mudam-no completamente. Inicialmente, este organismo simbionte tenta fazer o bem mas com o passar do tempo fica cego com o próprio poder e acaba por torna-se em Singularity, um ser que tem cono único objectivo consumir tudo o que é orgânico no nosso planeta.

Anos mais tarde, assistimos à ténue resistência de alguns seres humanos que sobrevivem em condições precárias nalguns esconderijos subterrâneos. Mas existe esperança, pois há sete seres que foram afectados pelos nanorobots e como tal possuem poderes extraordinários.

A permissa é interessante para quem gosta destas histórias pós-apócalipticas repletas de anti-heróis. Mas com a leitura das quatro revistas fui notando que tudo avançava muito depressa e que gostaria realmente de conhecer melhor aquele mundo novo, e isso pode apontar-se como o único defeito desta BD, tudo acontece depressa de mais. Tirando isso, desde a excelente iilustração até às personagens tudo é de excelente qualidade e vale bem a pena o tempo despendido.

publicado por Luís Costa às 01:40
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