06
Jan 07
(clique na imagem)

Deparei-me com este vídeo, primeiro no blog Pasmos filtrados e depois no imdb. Como tudo o que aparece no blog atrás mencionado tem sempre qualidade, decidi ver o vídeo que tem pouco menos de uma hora. A conclusão a que cheguei foi a de que existem por este mundo fora pessoas a fazer cinema com prazer e qualidade, e que mesmo chegando ao estrelato não perdem valores tão importantes como a entreajuda e principalmente a amizade.
Del Toro, Cuarón e Iñárritu são três amigos mexicanos que apesar dos diferentes estilos cinematográficos se tem mantido amigos. Nesta entrevista descobre-se que em quase todos os filmes que estes três talentosos realizadores têm feito existe uma entreajuda que vai desde opiniões acerca dos argumentos até ao auxílio na edição do filme.
É curioso e admirável ver como estas três estrelas da sétima arte não se deixaram corromper pela fama. Continuam amigos, partilham ideias e até costuma sair de vez em quando para se embebedarem em conjunto.
Ao ver esta entrevista, a única coisa que me deu pena foi saber que a nossa realidade nacional está longe de ser assim. Em Portugal, as pessoas não evoluem através da partilha de informação e ideias. Cada uma quer subir ao mundo das estrelas sozinha e se para isso for necessário espezinhar os outros, não hesitam em faze-lo. Depois, ainda há os que já estão no "topo" que querem manter a sua posição com soberba e orgulho, nunca se disponibilizando para partilhar o que sabem com os outros.
Vou parar por aqui. Sei que estou a ser um pouco injusto e generalista. Nem toda a gente é assim em Portugal, mas esta é a ideia que tenho do que acontece no cinema português (e nem só, infelizmente).
 
publicado por Luís Costa às 18:43

comentário:
São estas amizades que aliviam o sentimento de liberdade asfixiada, que brota do ninho hollywoodesco, pastoreado em direcção aos números do box-office.

Cumprimentos.
Francisco Mendes a 8 de Janeiro de 2007 às 08:51

pesquisar neste blog
 
arquivos
tags

todas as tags

mais sobre mim