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Fev 07

Nos últimos anos, as salas de cinema têm vindo a ser invadidas por remakes . Estes vão desde os clássicos até ao emergente cinema asiático (principalmente filmes de terror).

As grandes companhias de cinema, sobretudo as americanas, vêem nos remakes a oportunidade de fazer dinheiro fácil com um produto que já provou ter sucesso. Se é verdade que alguns remakes são de qualidade inegável, também o é que a maioria é apenas uma cópia de qualidade inferior ao original.

Não tenho nada contra este tipo de filmes e até acho que, por vezes, conseguem superar os originais, desde que feitos com o objectivo de inova-los e reformula-los de uma forma inteligente. Mas o problema é que a grande maioria destes filmes são realizados por pessoas que não têm o talento necessário para olhar para uma grande obra e conseguir melhora-la ou pelo menos apresentar uma versão diferente, mais actual ou adaptada ao meio onde é feita.

Um exemplo recente de um remake que foi feito com genialidade é The Departed (2006) (remake de Infernal Affairs (2002)) realizado por Martin Scorsese. Este foi um filme que não se limitou a copiar a obra original. Scorsese deu-se ao trabalho de reescrever o argumento e adapta-lo à realidade americana.

     

Como exemplo do que não deve ser um remake temos o The Omen (2006), que é nada mais que uma cópia do original The Omen (1976). The Omen aproveitou a data 6 de Junho de 2006 (6-6-6, o número do diabo) como manobra publicitária para estrear. A data realmente é excelente para estrear um filme onde a personagem principal é o Anti-Cristo, mas infelizmente o filme não esteve à altura da data em que estreou.

     

Aproveitando o tema, vou começar a fazer posts sobre um remake que tenha sido bem sucedido e outro que não o tenha, e anunciando um que esteja para vir.

publicado por Luís Costa às 16:53
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