29
Jun 09
"A Red Carpet tem o prazer de anunciar a todos os seus visitantes uma forma diferente de premiar o que de melhor se faz no cinema mundial, o Red Carpet Movie Awards 2009!
 
Neste evento anual a Red Carpet, e não só, vai nomear os melhores filmes do ano, desde Julho de 2008 até Junho de 2009, e, posteriormente, divulgar os resultados numa cerimónia criada propositadamente para este propósito, sendo assim a pioneira num novo formato ainda pouco explorado pelos sites da especialidade!
 
Para já é tudo o que podemos divulgar, com o tempo mais novidades vão surgir por isso estejam atentos ao nosso site! Entretanto, podem visualizar um pequeno spot publicitário criado para divulgar o evento." 

 
É por estas, e por outras, que me orgulho de fazer parte da equipa da Red Carpet. Já temos um ano e meio e muitas foram as mudanças que ocorreram desde o inicio do projecto. Mas todas essas mudanças tiveram sempre um objectivo em mente: servir uma comunidade que tem como uma das suas maiores paixões o cinema.
 
PS: O Marco (editor da Red Carpet) está de parabéns pelo excelente spot publiciário.
publicado por Luís Costa às 02:08

20
Jun 09
Nota: Crítica também publicada no Red Carpet.
 
Quem nunca apanhou uma valente bebedeira e acordou no dia seguinte com grandes dificuldades em reconstituir os acontecimentos da noite anterior? Eu já, e talvez por isso tenha achado que este é um dos filmes mais divertidos e burlescos que vi nos últimos tempos.
 
A história é bastante elementar e está mais batida que a baixa de Lisboa em tempo de saldos, mas quase inexplicavelmente acaba por funcionar na perfeição. Um grupo de amigos vai para Las Vegas comemorar a despedida de solteiro de um deles. Vão dois dias antes do casamento e quando acordam no dia seguinte não se lembram de nada e descobrem que perderam o noivo. Na sua busca pelo amigo perdido começam a ver que esta foi a noite mais louca e estranha das suas vidas, com direito a tigres, chineses mafiosos, casamentos inesperados e um encontro imediato com Mike Tyson.
 
A comédia é o terreno onde o realizador Todd Phillips se sente mais à vontade. Aliás, para além de três pequenos documentários, a sua filmografia resume-se a comédias. Começou em 2000 com Sem Regras, depois Dias de Loucura em 2003, Starsky & Hutch em 2004 e Escola para Tótós em 2006. Enumerei todos os seus filmes pois, para quem os viu, é notória uma evolução que culmina com a sua melhor obra até agora: A Ressaca.
 
Como disse anteriormente, o argumento deste filme é bastante trivial mas Todd Phillips conseguir fazer com que este resultasse, muito pelo excelente casting que tem no grupo de amigos quatro actores que desempenharam magnificamente os seus papéis. Principalmente o actor e comediante Zach Galifianakis que entrega uma performance memorável que nos põe a rir sempre que aparece em cena.
 
Este é um filme cómico e como tal não vale a pena falar de muitos aspectos que não estejam ligados ao seu objectivo principal: fazer-nos rir. É verdade que tem algumas piadas de casa-de-banho, que não tem um humor refinado, mas o que tenho a dizer sobre isso é: quem quer saber disso? O filme é hilariante e cumpre o seu objectivo, portanto, se querem passar um bocado e exercitar os abdominais enquanto riem desalmadamente, vão vê-lo.
 

 


02
Fev 09
Com a saida da décima terceira edição da Revista Red Carpet comemoramos um ano de existência. O caminho foi longo e nunca fácil mas acho que estamos todos de parabéns pelo excelente resultado que obtivemos.
 
Para recordar ou ver pela primeira vez, cá estáo os doze primeiros números da revista disponíveis para download.

 

publicado por Luís Costa às 15:18

01
Fev 09

 

Que comece a corrida para os Oscars! Neste momento nada mais interessa… aqueles pequenos seres dourados que em Fevereiro imigram para o planeta Terra estão já a marcar a sua presença pelo 81º ano. Já tão velhos mas ainda tão em forma para mais uns 81 anos de pura magia e emoção naquela que é a noite que promete abalar o Mundo do cinema!
 
Mas até lá resta a todos nós aproveitarmos as coisas boas, e grátis, que a vida tem para oferecer, nomeadamente, a revista Red Carpet, sempre com a qualidade a que já habituamos os nossos leitores! Um artigo sobre Kate Winslet, uma Amy Adams em ascensão, uma previsão dos Oscars, seguido de um Top10 sobre os melhores filmes que já tiveram presença na cerimónia, relembrando os Globos de Ouro e terminando com um Crash para adultos, temos tudo para agradar aos nossos leitores!
 
Aguardamos pelo vosso feedback e principalmente pelo vosso entusiasmo e terem nas “mãos” mais uma edição da Red Carpet!
 
publicado por Luís Costa às 15:14

28
Jan 09

Nota: Crítica publicada na Red Carpet de Agosto de 2008.
 
Nos últimos anos temos sido presenciados com excelentes filmes de animação. A “competição” entre Dreamworks (produtora deste filme) e Pixar faz com que cada uma destas empresas tente superar a outra, o que é excelente para o espectador pois tem oportunidade de ver as suas obras a melhorarem de ano para ano. Os filmes da Pixar são, geralmente, melhores em termos técnicos e de argumento, mas mesmo assim a Dreamworks consegue sempre oferecer-nos obras bastante divertidas.
 
Po (Jack Black) é um panda, gordo e desastrado, que tem um sonho: ser um mestre nas artes marciais e um herói. Mas a sua realidade é bastante diferente do que ambiciona, é um mero criado do seu pai num restaurante de massas. Perto da sua casa, no cimo de uma montanha, existe um templo de artes marciais onde habita o mestre Shifu (Dustin Hoffman) e os seus cinco alunos: Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jacke Chan), Víbora (Lucy Liu), Grou (David Cross) e Louva-a-Deus (Seth Rogen). Quando surge a suspeita da possível fuga da prisão de Tai Lung (Ian McShane), inimigo do Vale da Paz, terá que ser escolhido um guerreiro dragão para combatê-lo. Por obra do acaso, e da trapalhice de Po, é o panda que acaba por ser escolhido para ser o próximo guerreiro dragão.
 
O Panda do Kung Fu tem uma premissa bastante simples e usual. A típica história de uma personagem que apesar de tudo indicar que não tem capacidade para chegar longe, consegue superar-se e atingir o seu objectivo. Mas se esquecermos que já vimos esta história contada no cinema vezes sem conta e nos mentalizarmos que estamos a ver um filme de animação que tem como único objectivo divertir-nos durante uma hora e meia, então talvez consigamos tirar algum proveito desta experiência.
 
Uma das mais valias que este filme poderia ter usado melhor foi o excelente elenco que tem. Com bastantes estrelas a desempenhar as personagens principais, este filme poderia ter aproveitado para distribuir melhor o tempo entre personagens. É verdade que o panda é o principal e merece ter destaque, mas acho que foi um desperdício personagens como a Tigresa e o Macaco quase não terem falado e terem tão poucas cenas de combate ao longo do filme.
 
Hans Zimmer é o autor da banda sonora e fez um óptimo trabalho. Certamente a sua experiência em filmes de animação como O Rei Leão e O Príncipe do Egipto e num filme que também tem origem oriental (O Último Samurai) ajudaram-no a criar o ambiente certo para as músicas.
 
Como já disse anteriormente, este é um filme bastante divertido e é essa a sua principal arma. Só o simples facto de imaginar um panda gordo como personagem principal que acaba por se tornar um expert em artes marciais é algo caricato e hilariante. Depois a própria animação com momentos em que usa câmaras lentas e freeze frames acentuam a parte cómica de certas situações. Assim, apesar de não nos trazer nada de inovador, este é um filme bom para ver em família, sendo impossível assistir sem nos rirmos algumas vezes.

 

publicado por Luís Costa às 16:41

27
Jan 09

Nota: Crítica publicada na Red Carpet de Junho de 2008.
 
“O Reino Proibido” (“The Forbidden Kingdom”) é um filme de aventura e fantasia que tem a particularidade de juntar duas das mais conhecidas estrelas asiáticas das últimas duas décadas, os mestres do kung fu: Jet Li e Jackie Chan. Há muitos anos que se falava num possível projecto conjunto entre estes dois gigantes das artes marciais, mas só em 2008 foi possível junta-los no grande ecrã. O resultado desta junção não é mau, mas poderia ter sido muito melhor, caso tivesse sido feito há dez anos atrás. Este é um filme que apesar de estar repleto de excelentes cenas de acção, bons combates e cenários esplendorosos, é, no seu conjunto, uma obra que deixa bastante a desejar.
 
Vamos então começar pela história. Jason Tripitikas (Michael Angarano) é um jovem norte-americano que tem uma enorme obsessão pela cultura chinesa e principalmente por filmes de kung-fu antigos. Jason costuma ir a uma loja em Chinatown, onde arranja esses filmes de que tanto gosta. Essa loja é de um velhote asiático, que se tornou um bom amigo seu. Um dia, Jason é intimidado por jovens rufias que o obrigam a ajuda-los a assaltar a loja. Jason acaba por ceder e durante o assalto, que corre mal, é catapultado para um mundo paralelo, que se assemelha à china antiga, mas que está recheado de fantasia e personagens míticas. Neste mundo, o jovem é obrigado a cumprir uma missão cheia de perigos para conseguir voltar a casa.
 
Este argumento foi escrito por John Fusco (que escreveu “Hidalgo”, e está a trabalhar no argumento de um remake do filme de Kurosawa, “Os Sete Samurais”!!!!). Fusco parece ter visto de seguida filmes como “O Feiticeiro de Oz”, “O Senhor dos Aneis”, “Momento da Verdade” e filmes de Kung-fu dos anos 70 e decidido que deveria fazer um filme que contivesse elementos de todas estas obras. Isso até poderia não ter sido mau, caso não tivesse pegado em todos os clichés existentes nestas obras para escrever um argumento previsível, nada original e muito pouco emocionante.
 
Outro pormenor que me desagradou no filme foi a sua personagem principal. Acho que teria funcionado muito melhor se fosse um jovem asiático. Não é que desgoste de Michael Angarano, mas acho que não tem o carisma, nem a habilidade, necessária para esta personagem. Por outro lado, também acho que as personagens de Li e Chan foram mal atribuídas. Faria muito mais sentido que Chan ficasse com a personagem de Li, visto que tem uma componente mais cómica, para a qual Chan teria muito mais apetência. É uma pena que duas estrelas com a presença e fama de Li e Chan não tenham sido melhor aproveitadas e que esta não tenha sido uma produção totalmente asiática, que nos livrasse de todos os clichés que os norte-americanos tanto gostam.
 
Mas nem tudo no filme é mau. Se é verdade que o argumento é muito fraquinho, em termos técnicos o filme está bastante bom. Os cenários são espectaculares, com cores e sítios que nos estimulam o olhar, ao estilo do que estamos habituados a ver em filmes como “O Tigre e o Dragão”, “Herói” ou “O Segredo dos Punhais Voadores. As cenas de combate estão muito bem conseguidas, ou não fossem coreografadas pelo famoso coreógrafo Yuen Woo-ping (“O Tigre e o Dragão”, “Matrix” e “Kill Bill”).
 
Assim, este é um filme claramente vocacionado para jovens, o que pode ser algo desapontante para quem vai à espera de algo um pouco mais sério e maduro. É entretenimento “Fast-food”, vê-se, não se desgosta, mas passado pouco tempo esvai-se da memória sem deixar qualquer vestígio.
 
publicado por Luís Costa às 16:36

23
Jan 09

Nota: Crítica publicada na Red Carpet de Setembro de 2008.
 
Actualmente o cinema norte-americano vive uma fase onde está completamente inundado com sequelas, prequelas, remakes e spin-offs, sendo estes produtos geralmente bastante inferiores à obra que lhes deu origem. Juntando isso ao facto de os filmes de super-heróis também estarem na moda podemos dizer que Hellboy II: O Exército Dourado seria um filme do qual não se deveria esperar algo de novo. Mas a verdade é que este é um filme que supera o seu antecessor e demonstra mais uma vez a mestria de Guillermo del Toro, que escreveu e realizou esta obra.
 
Hellboy (2004) foi a apresentação do “rapaz do inferno” e contou-nos como o super-herói foi invocado pelos nazis em plena Segunda Guerra Mundial e como usou mais tarde os seus poderes para ajudar a humanidade. Hellboy II: O Exército Dourado tem uma história mais madura que a anterior, com um melhor ritmo e cenas mais intensas.  Neste filme assistimos à tentativa de Príncipe Nuada, nobre pertencente a uma raça antiga, em reunir três peças de ouro que lhe permitirão ter o fabuloso exército dourado ao seu dispor. Este exército é constituído por 4900 guerreiros imparáveis. Nuada consegue as duas primeiras peças facilmente mas a terceira será mais complicada pois vai parar às mãos de Hellboy e seus companheiros.
 
A quantidade de seres apresentadas neste filme é incrível e é pena não serem mais explorados. Infelizmente, muitos deles, só temos a oportunidade de os ver, ficando sem saber o que são. Mas assistir a Hellboy II é quase como ver as criaturas do universo de O Senhor dos Anéis invadirem os tempos modernos. Este facto é bastante curioso e talvez tenha uma razão de ser. Del Toro será o realizador do The Hobbit, obra que antecede a história da trilogia dos anéis. Talvez o realizador tenha aproveitado este filme para mostrar o que era capaz de fazer com este tipo de universo.
 
Outro aspecto bastante positivo do filme é o facto de ser bastante bem humorado. Já o seu antecessor o era e este consegue ser ainda mais divertido. É engraçado ver uma personagem demoníaca como Hellboy a ter uma vida conjugal, com todos os seus altos e baixos. A relação entre Hellboy e Abe Sapien é também um dos pontos fortes do filme, principalmente a cena em que se embebedam e cantam uma música romântica juntos.
 
Como em todos os últimos trabalhos de del Toro, este é um filme irrepreensível em termos técnicos. Desde a cinematografia, da responsabilidade de Guillermo Navarro (um habitué nos filmes de del Toro), à caracterização, guarda-roupa e direcção artística este é um filme impecavelmente executado.
 
Hellboy II: O Exército Dourado é assim um excelente filme para quem gosta de super-heróis mais quer fugir um pouco ao arquétipo criado neste género. Repleto de fantasia, é um filme deslumbrante visualmente, com uma repartição equivalente entre cenas de acção e cenas mais leves e cómicas. 

 


11
Jan 09

publicado por Luís Costa às 15:43

10
Dez 08
 

Grande edição da Red Carpet. Este mês não tive a possibilidade de contribuir para a revista mas posso vos garantir que está é das melhores edições. Desde as críticas aos artigos, os redactores esmeraram-se.

publicado por Luís Costa às 22:54

03
Dez 08
Nota: Crítica publicada no Red Carpet. Revista e Forúm.
 
Ao olhar para “As Crónicas de Spiderwick”, muita gente pode pensar: “mais um filme de fantasia, que chatice, já começo a ficar farto”. Compreendo perfeitamente esta opinião. Desde que “O Senhor do Anéis”, a obra-prima de fantasia, viu a luz do dia que, todos os anos, somos bombardeados com filmes que tentam apanhar a onda de sucesso, que ainda se faz sentir, da trilogia dos anéis. É verdade que muitos desses filmes nem sequer merecem ser mencionados no mesmo texto que a obra baseada no universo criado por Tolkien, mas também não é menos verdade que nem todos os filmes de fantasia posteriores ao “Regresso do Rei” são maus. Muitos desses filmes conseguem ter uma “vida própria”, estando “As Crónicas de Spiderwick” incluído nesse grupo.

“As Crónicas de Spiderwick” é baseado numa série de livros (no primeiro, para ser mais específico) para crianças, escritos por Tony DiTerlizzi e Holly Black. Esta é uma história de fantasia e aventura que envolve uma mãe (Mary-Louise Parker) divorciada e os seus três filhos – dois rapazes gémeos (interpretados por Freddie Highmore), e a sua irmã (Sarah Bolger) mais velha. Os quatro acabam de se mudar para uma casa no campo, herdada de uma tia por Helen (a mãe). Ao chegar à casa, Jared, um dos irmãos, descobre um livro que se revela um Guia de Campo para um mundo fantástico. Aos poucos, Jared começa a compreender o poder deste livro e acaba por descobrir que existe um ente maligno interessado nele.

É com esta premissa que a história do filme se vai desenvolvendo. Sem ser nada extraordinária, a história vai conseguindo cativar-nos com alguns momentos divertidos e de acção. Ao início parece que este é um filme bastante infantil, mas com o desenrolar da narrativa vão aparecendo alguns momentos que não são aconselháveis a crianças mais novas e sensíveis. Existem partes que, para uma criança, até podem ser considerados de terror (na sessão de cinema a que assisti, alguns pais decidiram sair da sala com os seus filhos). Para além disso, este é um filme que não se restringe apenas a oferecer-nos fantasia, tenta também dar-nos uma lição de moral, retratando muito bem alguns conflitos familiares e sua subsequente resolução.

Em termos meramente técnicos, não existe nada a apontar. Este tipo de filme exige sempre efeitos especiais que tornem um mundo imaginado, cheio de criaturas e paisagens fantásticos, o mais real possível, de modo a tornar-se credível, e este filme cumpre bastante bem esse aspecto. Mark Water, o realizador, faz assim um trabalho que apesar de não deslumbrar, satisfaz.

Os actores que intervêm nesta película exercem todos de forma razoável o papel que desempenham. Um nota para Freddie Highmore, o jovem que interpreta o papel dos dois irmãos gémeos, um actor que parece ter a estrelinha da sorte do seu lado. Depois do excelente papel que desempenhou em “À Procura da Terra do Nunca”, em 2004, Highmore tem vindo a entrar em filmes bastante conhecidos como “Charlie e a Fábrica de Chocolate” (2005) e “August Rush - O Som do Coração” (2007). É, sem dúvida, um jovem actor a ter em conta no futuro.

Tenho que acrescentar um aspecto que considero importante, vi o filme rodeado de crianças e dos seus pais. Sei que não devemos julgar algo pela opinião dos outros, mas a verdade é que estive atento á reacção, da maioria das crianças, ao filme e constatei que estavam todas bastante empolgadas com o que estavam a ver. Visto que elas são o público-alvo, este é um filme, que se pode considerar, bem sucedido. Para acabar, pode afirmar-se que “As Crónicas de Spiderwick” é um filme divertido, que nos entretêm, e que, apesar de ter algumas cenas mais “chocantes”, é óptimo para ver em família.
 
 
publicado por Luís Costa às 19:31

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